Resenha - O Lago das Sanguessugas

Título: O Lago das Sanguessugas
Autor: Lemony Snicket
Editora: Seguinte,
Páginas: 192
Sinopse: O misterioso autor das Desventuras em Série não só alcançou a lista de best-sellers infanto-juvenis do New York Times, como conseguiu entrar em todas as outras principais referências de vendagem americanas. Com sua estranha franqueza, na contracapa deste livro ele manda um recado a seus possíveis leitores: 'Se você ainda não leu nada sobre os órfãos Baudelaire, é preciso que antes mesmo de começar a primeira frase deste livro fique sabendo o seguinte: Violet, Klaus e Sunny são legais e superinteligentes, mas a vida deles, lamento dizer, está repleta de má sorte e infelicidade. Todas as histórias sobre essas três crianças são uma tristeza e uma verdadeira desgraça, e a que você tem nas mãos talvez seja a pior de todas. Se você não tem estômago para engolir uma história que inclui um furacão, uma invenção para sinalizar pedidos de socorro, sanguessugas famintas, caldo frio de pepinos, um horrendo vilão e uma boneca chamada Perfeita Fortuna, é provável que se desespere ao ler este livro. Continuarei a registrar essas histórias trágicas, pois é o que sei fazer. Cabe a você, no entanto, decidir se verdadeiramente será capaz de suportar esta história de horrores'. Respeitosamente. 
Lemony Snicket.



Resenha:

Nesse livro, Lemony Snicket segue a mesma fórmula dos anteriores: os órfãos Baudelaire mudam-se para a casa de algum parente e logo o Conde Olaf aparece disfarçado de alguém que inspira confiança para tentar roubar-lhe a fortuna. Os três só conseguem pensar em quantas coisas ruins têm acontecido em suas vidas desde que seus pais morreram.

“Os Baudelaire se entreolharam com sorrisos amargos. Sunny tinha razão. Não era justo que seus pais tivessem sido arrebatados deles. Não era justo que o perverso e revoltante conde Olaf os perseguisse aonde quer que fossem, movido unicamente pelo interesse em sua fortuna. Não era justo que eles se mudassem as casa de um parente para a de outro, com coisas terríveis acontecendo em cada um de seus novos lares, como se os Baudelaire viajassem em algum ônibus macabro que só parasse em estações de injustiça e desgraça”

Dessa vez, os órfãos mudam-se para a casa de tia Josephine, uma mulher que morre de medo de absolutamente tudo. Tudo mesmo. Até mesmo de atender o telefone. A impressão que eu tive é de que ela poderia ser uma boa tutora, se não sentisse tanto medo das coisas. Tia Josephine mora em uma casa que parece se agarrar a um morro como uma tábua de salvação. Se a casa desmoronar, cai direto no Lago das Sanguessugas.
Após os encontros com o Conde Olaf no primeiro e segundo livro, com resultados desastrosos principalmente no segundo livro, os órfãos parecem já esperar que algo de ruim aconteça a eles e que Olaf apareça novamente para atormentá-los.
E eles estão certos!
O Conde Olaf reaparece dessa vez na pele do capitão Sham (isso não chega a ser um spoiler, gente, é algo que fica bem explícito no livro), e logo conquista a simpatia da tia Josephine. A partir daí, segue-se uma série de desventuras que fazem com que o capitão Sham fique cada vez mais próximo de obter a guarda dos Baudelaire e, consequentemente, se apoderar da fortuna deles.
Nesse livro, temos uma participação mais ativa do Sr. Poe, embora ele realmente tenha a tendência a não acreditar nos órfãos Baudelaire. Violet, Klaus e Sunny contam apenas com suas habilidades e com a própria sorte (que não é muita).
Se você já leu “Mau Começo” e “A Sala dos Répteis”, deve imaginar mais ou menos como esse livro termina. Aliás, mesmo pra quem não leu, deve saber que Desventuras em Série não é exatamente uma história feliz, e a falta de sorte dos Baudelaire parece segui-los aonde quer que eles vão.

“Na maioria das histórias, vocês sabem, o vilão seria derrotado, haveria um final feliz, e todo mundo iria para casa sabendo a moral da história. Mas, no caso dos Baudelaire, tudo saiu errado.”

De qualquer forma, a leitura continua super fluida e engraçada, apesar de tudo. Mesmo usando a mesma fórmula, Lemony consegue tornar a história envolvente e consegue também nos deixar  ansiosas pelas próximas desventuras dos Baudelaire.



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